Olho e a percepção da cor 2021

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Olho e a Percepção da Cor - 2021

Olá! Caro leito, este artigo faz parte de uma série de artigos ligados ao estudo das cores. Toda a série estará no fim de cada artigo para que você possa acompanhar. Não existe uma cronologia entre os artigos então não importa por qual você começou.

A visão é uma das janelas sensoriais dos seres vivos, mas como observamos as cores e como elas são interpretadas de diferentes formas entre cada individuo?

Este artigo cobre o estudo cientifico do olho e como percebemos as cores.

Olho humano

No fundo do globo ocular existe uma área sensível à lua a retina, similar a uma tela onde se projetam as cores e se produz o foco da imagem de um objeto. Na retina existem as células fotorreceptoras denominadas cones e bastonetes que enviam ao cérebro, por meios químicos e elétricos os estímulos da luz e cor.

Estas células altamente sofisticadas são especializadas em detectar as longitudes de onda procedentes do entorno, ou seja, transformam em informações de cor e volumes os diferentes estímulos de luz oferecidos pelos objetos e espaço ao redor. Os cones são sensíveis às cores e os bastonetes sensíveis à luz.

Nossos olhos operam a todo o momento para compensar as variações de luminosidade, com uma tendência ao conforto e a continuar com baixa luminosidade, aliada à capacidade de enxergar cores no processo.

  1. Pupila
  2. Córnea
  3. Cristalino
  4. Íris
  5. Humor Vítreo
  6. Esclerótica
  7. Coróide
  8. Retina
  9. Nervo Ótico

Olho animal (Gato)

A anatomia dos olhos de um gato é basicamente a mesma quando se trata das informações básicas de tudo que compõe o globo ocular, claro possuindo suas singularidades e uma delas é a quantidade de cones e bastonetes e a forma que ficam dispostos nos olhos.

A retina do gato possui mais bastonetes do que cones, em uma relação de 25 para 1. O homem tem uma relação de 4 para 1. Portanto, os gatos sacrificam a paleta de cores pela visão preto e branco em luz fraca possibilitando uma visão noturna.

Para uma explicação mais didática podemos expor a quantidade de cones e bastonetes da seguinte forma.

Bastonetes e Cones Olho Humano
Bastonetes e Cones Olho Gato

Em uma escala mais afastada veja que a quantidade de cones só acontecem a cada 24 bastonetes.

Olho Gato escala maior

Cores

Cor nada mais é que a percepção, por células especializadas da retina, de uma determinada longitude de onda da radiação eletromagnética.

A retina possui dois tipos de células:

Cones

Responsáveis pela percepção da cor. Os cones especializam-se na captação de uma determinada faixa de longitudes de onda, azul, vermelho ou verde.

Existem aproximadamente 7 milhões de Cones em cada olho humano concentrados na região fóvea.

A fóvea está no eixo óptico do olho, em que se projeta a imagem do objeto focalizado.

São responsáveis pela visão Fotópica sensível aos estímulos de luz e cores.
A ausência ou deficiência nos cones dá origem ao daltonismo.

Bastonetes

São células fotorreceptoras sensíveis a luz, da retina e conseguem funcionar com níveis de luminosidade baixos.

Basicamente responsáveis pela visão noturna. Recebe este nome derivado de sua forma alongada e cilíndrica. Também utilizados na visão periférica. Estas células estão concentradas na parte mais externa da retina e existem cerca de 100 milhões de bastonetes.

Proporcionam a visão Escotópica, quando existe menos luz, e acentuam a percepção de contrastes, saturação e matizes do preto, branco e cinzas, mas não das cores em si.

  1. Luz
  2. Retina
  3. Células Nervosas
  4. Fotorreceptores
  5. Células Pigmentares
  6. Coróide
  7. Esclera

Agora você sabe o que são cones, bastonetes e como eles trabalham para o cérebro interpretar as informações recebidas, existem diversos fatores que alteram a interpretação de como a cor é recebida por cada indivíduo.

Teoria Tricromática

A Teoria Tricromática de Thomas Young descreve que a sensação de cor é estabelecida a partir da existência de cones prioritariamente sensíveis às ondas luminosas compridas, relacionadas ao vermelho (R); outros cones são sensíveis às ondas médias próximas aos verdes (G); e por fim os cones sensíveis às ondas curtas do azul (B) e violeta.

Quando um fóton excita a retina, os cones respondem dentro de sua faixa e sensibilidade à intensidade da excitação. Esta informação é enviada ao cérebro através do nervo óptico, decodificada e transformada em uma percepção específica.

Bastonetes

● Cones Vermelhos (R)

● Cones Verdes (G)

● Cones Azuis (B)

Longitude da onda em ( nm )

Horas Mágicas

Como nosso olhar vê luz e cor nas horas mágicas do dia e da noite?

Como você viu anteriormente nossos olhos são aparelhados para enxergar algumas ondas do espectro eletromagnético da luz solar através dos cones e bastonetes. Você já sabe a diferença entre eles mas vamos reforçar a informação sobre os tipos de visões.

Visão Fotópica diurna ativada pelos cones.

Visão Escotópica noturna ativada pelos bastonetes.

Visão Mesópica é a designação dada à combinação da visão fotópica e da visão escotópica que ocorre em situações de luminosidade baixa, mas não tão baixa que elimine de todo a componente fotópica da visão.

Efeito de Purkinje às vezes chamado de mudança de Purkinje ou adaptação ao escuro é a tendência de que a sensibilidade de pico de luminância do olho humano se desloque em direção à extremidade azul do espectro de cores em níveis baixos de iluminação. Em nome do anatomista Checo que o descobriu, Jan Evangelista Purkinje

Responsáveis pela sensação de cores enviadas ao cérebro os cones, realizam Fotópica e funcionam melhor com bastante luz, na função de captar as ondas de cor do espectro solar e realizam a síntese aditiva da luz branca nas horas de sol alto.

Ao longo do dia quando começar entardecer nossa visão passa lentamente a operar com a visão Escotópica simultaneamente, pois os bastonetes estão ativados pela baixa luminosidade, mas a luminosidade solar ainda mantem os cones captando ondas coloridas do vermelho ao violeta.

Devido à angulação do sol em relação aos nossos pontos de observação enxergamos num contínuo cada comprimento de onda colorida do espectro, e lentamente nos adaptamos à baixa luminosidade da noite.

Algumas fotos podem deixar mais claro essa sensação

A percepção da cor é algo extremamente sensorial isso quer dizer que cada individuo mesmo olhando o mesmo objeto pode ter uma percepção diferente da cor do valor da cor e o seu croma, e por consequência gerar efeitos emocionais diferentes.

Tem que se atentar também que uma parcela das pessoas podem ter algum tipo de daltonismo ou um determinado tipo de problema na visão que pode alterar toda sua percepção sensorial daquilo que esta sendo visto por ela.

Essa janela sensorial é fascinante e cada individuo vê este mundo de forma e cores diferentes

Série de artigos

Referências

Site – Luz Tecnologia e Arte

Site – Wikipédia

Livro – Wandell, Brian A. Foundations of Vision – Sunderland (Massachussetts) – Sinaur Associates – 1995

Livro – Pelz, J. (1993). Leslie D. Stroebel, Richard D. Zakia, ed.  The Focal Encyclopedia of Photography

Livro Digital – Lumino Energy Soluctions –  Lumens Efetivos

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