História da Tatuagem - A Origem

História da Tatuagem – A origem

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História da Tatuagem - A Origem

Olá! Caro leitor com você já deve ter percebido tenho postado bastante material de tatuagens separados por pacotes. E inspirado nisso resolvi criar este artigo, abordando a história da tatuagem espero que goste.

A origem

Tudo indica que a prática de marcar o corpo é tão antiga quanto a própria humanidade, mas é impossível afirmar isso já que não encontraremos corpos de eras antigas com a pele preservada. Então temos que nos basear nos achados que estavam com pele permitindo os estudos. 

Alguns estudos realizados em múmias egípcias do sexo feminino, como a de Amunet, que teria vivido entre 2160 e 1994 a.C. onde apresentavam traços e pontos inscritos na região abdominal. Alguns estudos apontam que as tatuagens podem ter relação com cultos à fertilidade.

O mais antigo foi detectado no famoso Homem do Gelo, uma múmia com cerca de 500 anos que foi descoberta em 1991, nos Alpes, linhas azuis encontradas em seu corpo podem ser o mais antigo vestígio de tatuagem já encontrado, os estudos apontam que pode ser cicatrizes de algum tratamento medicinal adotado pelos povos da Idade da Pedra. 

Mesmo com tantas incertezas, historiadores e estudiosos concordam que, já nos primórdios da humanidade, a tatuagem deve ter surgido na busca de tentar preservar a pintura do corpo.

“Um dos objetivos seria permitir ao indivíduo registrar sua própria história, carregando-a na pele em seus constantes deslocamentos”, afirma artista plástica Célia Maria Antonacci Ramos, da Universidade de Santa Catarina (UDESC), autora do livro Teorias da Tatuagem

A prática da tatuagem se difundiu por todos os continentes, e possuem diferentes finalidades: marcar escravos, identificação de grupos sociais, marcação de prisioneiros, rituais religiosos, ornamentação e até mesmo para camuflagem.

No Ocidente, tal prática caiu em desuso com o cristianismo, que a proibiu, a referência está no livro de Levítico capítulo 19 versículo 28 “Não façam cortes no corpo por causa dos mortos nem tatuagens em vocês mesmos. Eu sou o Senhor”.

A tradição só foi redescoberta em 1769, quando o navegador inglês James Cook realizou sua expedição à Polinésia e registrou o costume em seu diário de bordo: “Homens e mulheres pintam seus corpos. Na língua deles, chamam isso de ta tau. Injetam pigmento preto sob a pele de tal modo que o traço se torna indelével”. Então cem anos depois Charles Darwin afirmaria que nenhuma nação desconhecia a arte da tatuagem. Todos os estudos históricos e científicos, apontam que diversos povos e civilizações praticavam algum tipo de tatuagem.

A origem do nome tatuagem

A palavra “Tatto” tem sua origem na Polinésia e deriva do termo “Ta tau” que era utilizado por tribos locais por conta da associação ao som feito pelas batidas durante o processo da tatuagem e significava algo como “To write” no inglês.

Os nativos diziam “Ta tau”, mas James Cook, o navegador inglês responsável por documentar as expedições ao arquipélago em 1769 anotou “Tattow” em seu diário de bordo e foi assim que ele apresentou o termo quando retornou a Europa exibindo seus relatos sobre os polinésios.

Este foi o primeiro registro histórico no qual um homem da Idade Moderna em transição para a Contemporânea (posterior ao ano 1789) consumiu uma tatuagem de outra cultura que potencialmente teve sua origem na Antiguidade Tardia (300 até 476 d.C) e trouxe um tatuador nativo da Europa.

Em território europeu o termo “Tattow” foi rapidamente absorvido, adaptado para “Tattoo(“tatoauge” em francês, “tatuagem” em português) por questões linguísticas e dessa forma foi introduzido ao restante do mundo, portanto no século XVIII a palavra “Tattoo” se tornou o termo final que é utilizado até hoje para nomear a prática, predominante na cultura Ocidental, mas também reconhecido no Oriente (H.G Robley, 2012 pp. 1-15).

Tatuagem uma arte universal

Sempre existiu gente tatuada em diferentes pontos do planeta

África

As tatuagens com cores e traços elaborados são menos comuns em povos de pele escura. Nas tribos africanas, uma prática comum é a escarificação, que consiste na produção de cicatrizes a partir de incisões na pele.

Alguns povos a utilizavam com fins terapêuticos, para introduzir medicamentos diretamente no corpo. A prática também é verificada em ritos de passagem. Em algumas tribos do Sudão, por exemplo, as mulheres são submetidas a três processos de escarificação: aos 10 anos elas marcam o peito, na primeira menstruação é a vez dos seios e, após gestação, são marcados os braços, as pernas e as costas.

Índia

País onde a tatuagem segue uma tradição milenar, a Índia desenvolveu também a chamada Mehndi, pintura corporal com o pigmento natural de Henna. Mas, nesse caso, os desenhos duram no máximo uma semana – por isso a técnica costuma ser usada quase que exclusivamente com fins decorativos, para ocasiões especiais como casamentos.

Japão

O país foi um dos que mais desenvolveram a técnica: as sessões podem durar anos até os desenhos cobrirem o corpo todo, com exceções das mãos e dos pés. A prática, porém, ficou associada à organização mafiosa Yakuza. Outra curiosidade local é a Kakoushibori, espécie de tatuagem oculta, com produtos químicos como o óxido de zinco que fazem o desenho aparecer apenas em certas situações: quando está alcoolizada, após o ato sexual ou um banho quente.

Nova Zelândia

Os desenhos espiralados típicos da tatuagem Maori, como são chamados os nativos da Nova Zelândia, tinham o objetivo de distinguir os integrantes de diferentes classes sociais. Cada espiral simbolizava um nível hierárquico. A prática só era permitida aos homens livres: escravos não podiam se tatuar. Depois que os líderes maoris morriam, seus familiares conservavam a cabeça tatuada em casa, como relíquia.

Taiti

De acordo com a mitologia da região, foram os deuses que ensinaram aos homens a arte de tatuar, por isso, deve ser executada seguindo à risca uma liturgia especial. Aos homens, por exemplo, é permitido tatuar o corpo todo, enquanto as mulheres só podem marcar o rosto, os braços e as pernas. Na Polinésia em geral, a tatuagem costuma ser usada como símbolo de classe social.

O surgimento dos primeiros estúdios comerciais e a invenção da máquina de tatuagem elétrica

A máquina elétrica de tatuar, foi inventada em 1891, ou seja, no final do século XIX, apesar de bem disseminada pelo globo, ainda era feita de maneira rudimentar, com utensílios e técnicas semelhantes as utilizadas primitivamente, não se pensava sobre dermatologia e assepsia até então.

Um registro de 1846, na cidade de Nova Iorque e em algumas outras partes da Europa, surgiram os primeiros estúdios comerciais, sendo uma das primeiras referências norte-americanas famosas o Hiddebrandt’s, 361, Water Street Tattoo Shop, que ficava em uma região portuária conhecida pelo seu altíssimo índice de homicídios, sendo que o primeiro endereço pode ser confirmado é quando Martin Hildebrandt abre seu segundo estúdio em 1872. (Tatuagem: História e contemporaneidade, Rodrigo Muniz de Souza pp. 30-31).

Em 1875 Thomas Edison patenteou mais uma de suas invenções, a caneta de impressão autográfica. Trata-se de um pequeno dispositivo composto por uma caneta metálica acoplada a uma fonte de energia que a fazia subir e descer tinha como objetivo facilitar o processo de impressão ou tirar cópias.

A ideia que a ponta penetrasse o papel matriz de cima para deixar uma marca no de baixo, mas não fez nenhum sucesso no mercado e rapidamente tornou-se obsoleto porque a máquina de escrever foi inventada um ano depois (Carmen Nyssen, 2015 pp.1-3).

No entanto Samuel F. O’Reilly (aprendiz de Hildebrandt), um artista que estudou a tatuagem oriental e a técnica do hand-poking abriu sua própria loja e começou a tatuar em Nova Iorque em meados de 1880 (pós-segunda Revolução Industrial segundo Eric Hobsbawn).

Além de tatuar, Reilly também investia seu tempo na pesquisa e desenvolvimento de novos aparatos que pudessem facilitar o processo, de forma que sobrasse tempo para tatuar mais clientes e aumentasse a qualidade do trabalho, o que consequentemente tornaria a prática mais viável comercialmente e digerível para o público que tem medo do método tradicional.

Ele viu potencial na invenção de Thomas Edison, portanto retornou ao projeto de impressora autográfica, fez alguns ajustes, substituindo a caneta metálica por uma agulha que agora pode movimentar-se para cima e para baixo quando conectada a uma corrente elétrica e acrescentou um pedal para controlar a voltagem que serve para controlar a velocidade da batida da agulha. Então no dia 8 de dezembro de 1891 ele patenteou a primeira máquina de tatuagem elétrica, que foi melhorada e patenteada pelo seu aprendiz Charles Wagner no dia 23 de agosto de 1904, com um novo sistema de batimento muito mais eficiente.

A diferença principal consiste em duas bobinas de metal envolvidas por um fio de cobre, que são acopladas a máquina para transformar energia elétrica em magnética. O novo aparelho funciona da seguinte forma: quando o tatuador pisa no pedal a energia elétrica liberada pela fonte entra no circuito e passa primeiramente pelas duas bobinas, onde gera forças eletromagnéticas que atraem o batedor no qual a agulha é fixada para baixo; ao ser puxado para baixo o batedor empurra todo o conjunto em direção a pele e a perfurar; paralelamente, sempre que o batedor desce a mola responsável por manter o circuito fechado se desprende da chave de relê e interrompe o circuito, fazendo com que a agulha volte para sua posição inicial e reiniciando o ciclo.

Este modelo de máquina, que é o mais utilizado até hoje, não representou a extinção dos métodos tradicionais, mas forneceu aos primeiros tatuadores comerciais tudo o que faltava para que pudessem atender a demanda do século XX: precisão, força e velocidade (Carmen Nyssen, 2015: pp. 1-3).

Maquina Tatuagem O Reilly
Maquina Tatuagem Charles Wagner

Projetos Patenteados por O’Reilly e Charles Wagner, hoje em dia são vendidos como decoração para estúdios de tatuagem.

As imagens presentes no artigo estão em domínio público e podem ser encontradas em diversos sites, a patente original foi realizada através da United States Patent Office.

O norte-americano Norman Collins nascido em 1911, foi um personagem de muita importância para a profissionalização e popularização da tatuagem no século XX. Norman Collins teve bastante contato com a tatuagem durante sua infância, sabia que a prática era estigmatizada e associada ao movimento contracultura iniciado pelos marinheiros do século passado, mas mesmo assim criou grande empatia e em sua adolescência teve a oportunidade de aprender a técnica tradicional da tatuagem com um artista do Alaska conhecido pelo codinome Big Mike.

Em Chicago conheceu o experiente tatuador Gib Tatts Thomas que o ensinou a trabalhar também com máquinas elétricas. Aos 19 anos alistou-se para marinha onde se apaixonou pelo mar, que se tornou a temática principal de sua arte, teve a oportunidade de viajar longas distâncias e conhecer novas culturas e aprimorar-se constantemente na tatuagem (Redação Hypenes, 2014: p. 1).

Em meados de 1930 Norman Collins finalmente abriu seu próprio estúdio no Havaí após retirar-se do exército, onde ficou conhecido como o lendário Sailor Jerry.

Norman Collins realizou grandes conquistas, foi o primeiro homem ocidental a entrar em contato e trocar conhecimento prático com mestres da tatuagem na cultura japonesa conhecidos como Hori, desenvolveu e popularizou sua própria técnica de soldagem de agulhas porque entendeu que o processo deveria ser menos traumático para a pele, criou os próprios pigmentos e tintas artesanais para fornecer a seus clientes tons exclusivos, sugeriu que as agulhas deveriam ser de uso único assim como ressaltou a importância da assepsia do equipamento não descartável com autoclave após cada sessão, estimulou seus a não copiarem trabalhos de outros artistas e a investir seriamente no desenvolvimento de uma linguagem própria, na época era comum os clientes irem até a loja para escolher algum desenho pronto, e como se não bastasse, Norman também criou as flash tattos mais marcantes de sua geração.

A combinação de elementos gráficos que verificamos nas tatuagens feitas pelo Sailor Jerry e outros tatuadores das regiões portuárias deu origem ao estilo conhecido hoje como old-school. Sua arte ilustra o cotidiano dos marinheiros sob uma perspectiva poética e bem humorada, contemplando diversas texturas, cores e espessuras de traços. Todos estes cuidados que ele toma ao longo do caminho, tanto no processo criativo quanto no preparo dos materiais e ao longo da sessão, concedem um ar de autenticidade a sua arte, de profissionalismo ao seu estúdio e de higiene a sua estação de trabalho.

Norman Collins o lendário Sailor Jerry faleceu em 1973, deixando o estúdio para seus leais aprendizes Mike Malone e Ed Hardy, porém todas as coisas que ele pregou veementemente sobre a tatuagem foram rapidamente popularizadas e tornaram-se o novo padrão de profissionalismo que os tatuadores seguem até hoje (Sam Slaughter, 2017: pp 1-4).

Sailor Jerry Rum

Sailor Jerry em seu estúdio, com suas flash tattoo

Propriedade de Sailor Jerry Rum

Sua ideia de soldar grupos de agulhas organizados de diferentes formas para executar diversas funções nas máquinas elétricas, dar nome esses grupos, assim como seu hábito de descarta-los após cada sessão abriram as portas para a indústria começar a produzir estas agulhas soldadas em larga escala e com padrões restritos.

Alguns tatuadores soldam suas próprias agulhas até hoje, mas a indústria passou a ser a maior fornecedora de todos os descartáveis utilizados pelos tatuadores, que mesmo com máquinas elétricas criavam verdadeiras gambiarras para realizar seus trabalhos (Sam Slaughter, 2017: pp 1-4).

Ainda no século XX vale notar que os nazistas fizeram uso da tatuagem para marcar seus prisioneiros no campo de concentração (Ritu Prasad, 2018: pp. 1-5). Nas prisões ao redor do mundo tornou-se comum que os presos criassem suas próprias ferramentas para tatuar, sendo que suas tatuagens carregam significados que só podem ser entendidos pelas facções criminosas. Existem alguns estudos sobre esses assuntos, mas não serão abordados neste artigo, pois estão fora da proposta.

Tatuagem

A Tatuagem é uma modificação corporal permanente menos invasiva disponível para o público no mercado, ela pertence a mesma família que os piercings, implantes subcutâneos e os alargadores que costumam ser bem mais dolorosos no momento da execução.

Consiste na aplicação subcutânea gradual (e organizada) de pigmentos pretos ou coloridos, que lá são inseridos pelo tatuador, munido de diversos tipos de agulhas e outros utensílios.

Este processo é denominado sessão: uma sessão de tatuagem acontece num estúdio especializado, pode ser rápida ou levar várias horas, ao ponto de precisar ser fragmentada entre diversos dias de trabalho, tem como objetivo marcar permanentemente a pele do cliente num local específico com algum desenho, grafismo ou escrita previamente combinada.

O processo é doloroso para a grande maioria, o resultado é uma espécie de ferida pigmentada que ao cicatrizar assume sua forma artística final e torna-se permanente quando bem executada.

Os motivos contemporâneos não estão mais ligados a uma tradição que condicione um jovem indivíduo a tatuar-se como era feito em alguns povos como indígenas e em outras sociedades primitivas, pelo contrário, é comum, mesmo que com baixíssima eficiência, que os pais mais velhos ainda instruam seus filhos a não fazerem tatuagens por conta de toda a conotação negativa que ainda exalava da prática durante suas juventudes, embora muitos dos pais mais jovens também se importem.

No século XXI as pessoas adquirem tatuagens em seus corpos porque elas simplesmente querem, a popularidade tornou a prática de tatuar mais acessível e os motivos que a levam a isto são majoritariamente de origem pessoal ou social (tatuagens são pequenas mudanças na própria aparência), portanto são demasiadamente variadas. Para alguns serve como marca de superação para outros uma fase complicada, outros usam para esconder cicatrizes, gravar memórias de parentes falecidos, homenagear algo ou alguém, melhorar a própria aparência, pertencer a algum grupo social, recordar lugares ou viagens, os motivos são diversos em sua maioria íntimos ou bastante subjetivos. Para os contemporâneos a esta dissertação a tatuagem é uma forma de expressão pessoal que pode ser tanto intima como pública, dependendo da visibilidade do local onde for gravada no corpo. A enorme quantidade de artistas com formações distintas que se tornaram tatuadores nas últimas décadas, somada aos mais variados motivos requisitados pelos clientes e aos novos equipamentos ainda mais precisos proporcionou ao mercado da tatuagem grande diversidade de estilos e possiblidades gráficas.

Estúdios de tatuagem

Os primeiros estúdios especializados na execução de tatuagens que surgiram ao final do século XIX situavam-se quase sempre nas regiões marginalizadas de suas cidades, como nas docas ou becos, locais conhecidos pelo tráfico de drogas, prostituição e alto índice de violência (Carmen Nyssen, 2018: pp. 1-5).

Hoje em dia podemos encontrar estúdios espalhados por todas as partes do mundo, principalmente nas grandes cidades, localizados tanto nas áreas nobres quanto nas partes turísticas e zonas menos capitalizadas, sendo assim capazes de atender a todo tipo de público e movimentar uma enorme quantia de capital.

Existem duas tipologias predominantes de estúdios na contemporaneidade, os comerciais, que costumam ser espaçosos, sempre localizados em área movimentadas da cidade como shoppings, parques, avenidas principais, pontos turísticos ou ruas conceituadas, possuem quase sempre um espaço para a recepção de interessados, diversas estações de tatuagem e profissionais disponíveis, tendo como proposta principal a conversão de transeuntes em clientes.

O segundo tipo são estúdios privados, que geralmente são menores, não ficam expostos ao público, possuem poucas estações de tatuagem, contam majoritariamente com a divulgação online através das mídias sociais e atendem seus clientes sob agendamento prévio. Existem diversos tipos de acordos entre os tatuadores e os estúdios nos quais eles trabalham.

No caso da cobrança de comissão (mais comum), está é sempre elevada para tatuadores inexperientes (porque cobram pouco) ou que não trazem consigo o próprio equipamento e materiais descartáveis, podendo implicar em valores que chegam até 60% do que é cobrado do cliente, restando apenas 40% para o tatuador. 

Para tatuadores experientes que possuem todo equipamento e material necessário, a comissão paga para o estúdio baixa para valores entre 20% e 40% do que é cobrado ao cliente, o que parece justo, mas quando este tatuador desenvolve um estilo próprio, torna-se conceituado, têm sua agenda lotada e consegue cobrar de R$ 1.000 a R$ 29.647 reais por cada sessão de 8 horas, ao final do mês 30% de seu trabalho representa quantias grandes o suficiente para pagar todas as despesas mensais de um grande estúdio. 

Em determinado ponto de suas carreiras faz mais sentido para esses tatuadores deixarem seus estúdios comerciais e abrirem suas próprias lojas privadas onde oferecem aos clientes exclusivamente o estilo gráfico que dominam e retêm sob a própria agenda, ou buscar acordos especiais em espaços mais flexíveis.

Estação de tatuagem é o nome que se dá ao espaço dentro do estúdio no qual são feitas as aplicações na pele do cliente, sendo que numa sala de 50m² cabem confortavelmente cerca de 8 estações. Não é comum que existam estações privativas, na maior parte dos estúdios tanto comercial quanto privado todas ficam juntas num mesmo espaço, separadas no máximo por cortinas.

Atualmente existem muitos equipamentos e materiais complementares para otimizar o processo, normalmente será encontrado: ar condicionado, computadores, mesas digitalizadoras, tablets, câmeras fotográficas, impressoras, impressoras térmicas, réguas, tesouras, scanners, papel vegetal, papel hectógrafico, papel normal, material de desenho, pincéis, tintas, espelhos, produtos de limpeza, lixeiras metálicas e lixeiras específicas para descarte de material contaminado.

Conclusão

O mundo da Tatuagem e todos os profissionais envolvidos direta ou indiretamente é muito extenso, mesmo que seja uma prática com origens que não são possíveis de datar já que muitas dessas informações se perderam com o tempo, podemos afirmar que neste século XXI a Tatuagem tende a se manter e crescer, trazendo novos recursos, novos profissionais e também novos desafios, como sua regulamentação, profissionalização, e segurança para o consumidor e o profissional tatuador.

Existem sites e livros especializados no assunto então se tem interesse na profissão ou pensa em fazer uma tatuagem, pode pesquisar que vai encontrar muita informação.

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David L. Almeida

Desenvolvedor e Designer Gráfico, o site David Creator foi criado para compartilhar parte do conhecimento adquirido com o passar dos anos

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  1. Robertfam2145

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